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	<title>reequilibrio &#8211; Carlos Albarran</title>
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		<title>reequilíbrio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[carlos_albarran]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2020 14:23:59 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-left: 200px;">
reequilíbrio</p>
<p>As crianças divertem-se<br />
correm à apanhada<br />
jogam às escondidas<br />
pontapé na bola<br />
giram o pião<br />
Brincam com a TerraFissão fusão nuclear<br />
experiências<br />
radioactividade<br />
Estudam o brinquedo</p>
<p>Fábricas empreendimentos<br />
multinacionais<br />
fica a fralda suja<br />
Porcos avarentos<br />
espalham porcaria</p>
<p>Tiro para aqui<br />
bomba para ali<br />
Jogam à pedrada</p>
<p>Planos projectos secretos<br />
policias e ladrões<br />
são uns brincalhões</p>
<p>Dão a volta à Terra<br />
lançam-se no espaço<br />
Espalham-se no chão</p>
<p>Pintam a Terra às cores<br />
arrancam-lhe pedaços<br />
brincam com o brinquedo<br />
E não têm medo</p>
<p>Esperemos que o brinquedo<br />
seja mesmo forte<br />
e que da brincadeira<br />
Não saia asneira</p>
<p>Para que os filhos<br />
que tivermos<br />
quando formos grandes<br />
Tenham ainda Terra<br />
para poder brincar</p>
<p>Para que me mostrais tantos medos<br />
espingardas canhões<br />
grandes explosões<br />
mortos feridos sangrentos<br />
lancinantes lamentos<br />
terríveis horrores<br />
Para que me mostrais tantos medos</p>
<p>Não vedes que já morri<br />
morri a sério<br />
morri de vez<br />
Para que me mostrais tantos medos</p>
<p>Crianças<br />
guardai vossos brinquedos</p>
<p>Para que me mostrais tantos medos</p>
<p>A guerra<br />
a guerra sempre existiu<br />
mas a paz também</p>
<p>Lá fora<br />
cá dentro<br />
nos outros<br />
em mim</p>
<p>Por vezes paz<br />
por vezes guerra</p>
<p>Sem paz cá dentro em mim<br />
só vejo guerra lá fora nos outros<br />
E sinto-me impotente para a parar</p>
<p>Mas quando a paz se firma bem fundo<br />
cá dentro em mim<br />
as forças se me renovam<br />
Vejo as insinuantes raízes da guerra<br />
e me lanço ao trabalho de as arrancar<br />
de mim dos outros de nós<br />
de mim</p>
<p>Vejo o egoísmo vejo a ambição<br />
vejo a vaidade vejo o orgulho<br />
vejo a mentira vejo o engano<br />
Vejo um ser rastejando julgando-se um herói</p>
<p>Vejo a guerra<br />
Vejo a paz</p>
<p>A paz não se ergue de olhos fechados não<br />
A paz não se constrói calando erros não<br />
Mas olha bem<br />
Olha melhor<br />
E também verás<br />
A pureza que há<br />
Em cada irmão</p>
<p>Destruição<br />
Construção<br />
Transmutação<br />
Liberdade<br />
ordem<br />
Lei<br />
Justiça<br />
Tudo tende para o equilíbrio</p>
</div>
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